Olá, meus queridos leitores e viajantes do conhecimento! Vocês já pararam para pensar sobre o futuro de um mundo sem minas terrestres? Por muitos anos, senti que estávamos a avançar, que a Convenção sobre a Proibição de Minas Antipessoais, mais conhecida como Tratado de Ottawa, estava a ser um farol de esperança.
De facto, o empenho global levou à destruição de milhões destas armas e à libertação de vastas áreas, dando a tantas famílias a chance de recomeçar. No entanto, a realidade recente tem-me deixado com uma pontinha de preocupação, confesso.
Com a intensificação de alguns conflitos globais, como na Ucrânia, onde o uso massivo destas minas criou um dos territórios mais contaminados do mundo, temos visto uma tendência assustadora: alguns países, inclusive na Europa, estão a considerar abandonar o Tratado de Ottawa.
Parece inacreditável, certo? A ideia de reverter décadas de progresso humanitário é algo que me tira o sono. As minas antipessoais não distinguem combatentes de civis; elas continuam a mutilar e matar crianças, agricultores e famílias inocentes muito depois do fim das guerras, transformando campos férteis em armadilhas mortais e impedindo o retorno à normalidade.
Sinceramente, ver nações a repensarem este compromisso humanitário é um alerta gritante sobre os desafios que ainda temos pela frente. Precisamos entender o que está em jogo.
Abaixo, vamos aprofundar este tema crucial e perceber o impacto real destas decisões.
Olá, meus queridos leitores e viajantes do conhecimento! Vocês já pararam para pensar sobre o futuro de um mundo sem minas terrestres? Por muitos anos, senti que estávamos a avançar, que a Convenção sobre a Proibição de Minas Antipessoais, mais conhecida como Tratado de Ottawa, estava a ser um farol de esperança.
De facto, o empenho global levou à destruição de milhões destas armas e à libertação de vastas áreas, dando a tantas famílias a chance de recomeçar. No entanto, a realidade recente tem-me deixado com uma pontinha de preocupação, confesso.
Com a intensificação de alguns conflitos globais, como na Ucrânia, onde o uso massivo destas minas criou um dos territórios mais contaminados do mundo, temos visto uma tendência assustadora: alguns países, inclusive na Europa, estão a considerar abandonar o Tratado de Ottawa.
Parece inacreditável, certo? A ideia de reverter décadas de progresso humanitário é algo que me tira o sono. As minas antipessoais não distinguem combatentes de civis; elas continuam a mutilar e matar crianças, agricultores e famílias inocentes muito depois do fim das guerras, transformando campos férteis em armadilhas mortais e impedindo o retorno à normalidade.
Sinceramente, ver nações a repensarem este compromisso humanitário é um alerta gritante sobre os desafios que ainda temos pela frente. Precisamos entender o que está em jogo.
Abaixo, vamos aprofundar este tema crucial e perceber o impacto real destas decisões.
O Grito Silencioso das Vítimas Inocentes

É impossível falar de minas terrestres sem sentir um aperto no coração. Elas são armas traiçoeiras, que não distinguem um soldado de um agricultor ou, o mais revoltante, de uma criança a brincar num campo. Lembro-me de ter lido um relatório onde se descrevia como quatro quintos das vítimas de minas terrestres são civis, sendo uma percentagem alarmante crianças. Estas estatísticas, que vi em 2023, mostram que 84% das vítimas eram civis, e 37% destas eram crianças – números que me chocaram profundamente. A cada ano, milhares de pessoas são feridas ou mortas por estes engenhos, e muitos dos que sobrevivem ficam com cicatrizes eternas, físicas e psicológicas, que mudam as suas vidas e as das suas famílias para sempre. Imagine acordar todos os dias com o medo de que um passo em falso possa custar-lhe uma perna ou, pior, a vida do seu filho. É uma realidade cruel que assombra dezenas de países.
Vidas Desfeitas, Futuros Roubados
Eu, que tanto prezo a liberdade e a possibilidade de explorar o mundo, fico a pensar no quão devastador deve ser ter a sua vida limitada por algo tão invisível e perigoso. As minas antipessoais são muitas vezes concebidas para mutilar, não para matar, precisamente porque um soldado ferido ou mutilado sobrecarrega os recursos do inimigo e desmoraliza os companheiros. Mas a verdade é que as maiores vítimas dessa lógica perversa são os civis, que não têm nada a ver com a guerra. O impacto vai muito além da dor imediata. Estas minas roubam futuros, impedem o acesso a campos de cultivo, a fontes de água potável, a escolas. Pensei em como, em alguns lugares, o simples fato de saber da existência de uma mina pode impedir o cultivo de todo um campo, retirando o sustento de uma aldeia inteira. É um ciclo de sofrimento que se prolonga por décadas após o fim dos conflitos, transformando terras férteis em zonas de exclusão e perigo constante.
Um Impacto Profundo no Cotidiano
A presença de minas terrestres, ou até mesmo a simples suspeita da sua existência, impede o regresso de refugiados às suas casas e dificulta a entrega de ajuda humanitária essencial. Já pensaram no peso financeiro que isto acarreta? Não é só o custo de desminar, que é altíssimo, mas também o custo de tratar as vítimas, de lhes fornecer próteses, de lhes dar apoio psicológico e de as reintegrar na sociedade. É um encargo pesado para nações já fragilizadas por conflitos. Lembro-me de ter visto imagens de crianças a brincar em zonas de guerra, onde avisos de minas estavam por todo o lado. Isso mexeu muito comigo. É um cenário que me faz questionar: que tipo de mundo estamos a deixar para as próximas gerações se não conseguirmos eliminar estas armas tão indiscriminadas? O impacto na liberdade de movimento, no acesso a cuidados médicos e na própria esperança de uma vida normal é simplesmente incalculável.
O Tratado de Ottawa em Crise: Um Alerta Global
O Tratado de Ottawa, formalmente conhecido como Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre a sua Destruição, foi um marco, uma luz no fim do túnel na minha opinião. Assinado em 1997, ele buscava, e ainda busca, eliminar essas armas do mundo todo. Lembro-me bem da força que a Campanha Internacional para a Eliminação de Minas Terrestres (ICBL) teve, com a pressão de mais de mil e duzentas organizações não-governamentais e até figuras como a Princesa Diana, que se tornou um símbolo dessa luta. Esse movimento global resultou na adesão de 166 estados até agosto de 2025, um número que demonstrava um compromisso quase universal contra essas armas. E os resultados foram visíveis: mais de 40 milhões de minas armazenadas foram destruídas e a produção diminuiu drasticamente. A cada vez que lia sobre uma área desminada, eu sentia uma pontinha de esperança, de que o mundo estava, de fato, a tornar-se um lugar mais seguro.
Conquistas Ameaçadas por Novas Realidades
No entanto, a situação atual tem-me deixado bastante apreensiva. O secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou recentemente uma campanha urgente em resposta aos planos de alguns estados-membros de se retirarem da Convenção de Ottawa. Isso é um retrocesso que, sinceramente, não esperava ver. Países como a Polónia, Lituânia, Letónia, Estónia e até a Finlândia anunciaram a intenção de deixar o tratado, alegando preocupações de segurança com a Rússia. Parece que, para eles, a necessidade de proteger as suas fronteiras e o “flanco oriental da Aliança” justifica repensar um compromisso humanitário que levou décadas a construir. Lembro-me de ter lido sobre a Polónia a iniciar o processo de saída em março, e a Finlândia a estudar a ideia, tendo em vista o uso massivo de minas pela Rússia na Ucrânia. É um dilema complexo, onde a segurança nacional colide com os princípios humanitários, e, sinceramente, fico a pensar se a curto prazo não estaremos a trocar um problema por outro, ainda maior.
Os Grandes Ausentes e as Exceções Preocupantes
E não podemos esquecer que algumas das grandes potências militares, como os Estados Unidos, a China, a Rússia, a Índia e o Paquistão, nunca assinaram o Tratado de Ottawa. Isso, por si só, já é um desafio gigantesco. Agora, com a Ucrânia, que é signatária, a ver-se forçada a usar minas terrestres, fornecidas inclusive pelos EUA, num esforço para conter o avanço russo, a situação torna-se ainda mais delicada. Embora os EUA tenham, sob a administração Biden, renunciado ao uso e produção de minas antipessoais com uma exceção para a Península Coreana, a autorização de envio para a Ucrânia é um sinal misto. A guerra na Ucrânia tornou-se um dos piores cenários de contaminação por minas, com o número de civis afetados a aumentar exponencialmente. A ONU até estima que a Ucrânia seja, hoje, o país mais minado do mundo. Isso mostra o quão frágil é o progresso humanitário quando a realidade da guerra se impõe.
O Peso da Contaminação: Além dos Campos de Batalha
Quando penso nas minas terrestres, a imagem que me vem à cabeça não é apenas a de um campo de batalha, mas sim de terras que um dia foram férteis e hoje estão paralisadas, intransitáveis. É um fardo que vai muito além dos conflitos armados e afeta a vida de comunidades inteiras por gerações. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, descreveu bem a situação, dizendo que a presença de uma única mina pode impedir o cultivo de todo um campo, roubar o sustento de uma aldeia e ser um obstáculo gigante para a reconstrução e desenvolvimento de um país. Vi, com os meus próprios olhos, relatos de como em países como o Afeganistão ou Angola, uma enorme percentagem de terras cultiváveis permanece inutilizada devido à contaminação por minas. Em Moçambique, que também enfrenta este problema, o custo de desminagem das principais estradas ascendeu a milhões de dólares. É um investimento colossal, mas que é absolutamente essencial para permitir que as pessoas voltem às suas vidas.
Terras Inúteis, Futuros Incertos
Os números são assustadores. Em 2022, quase 5 mil pessoas foram feridas ou mortas por minas e resíduos explosivos de guerra. Metade dessas vítimas eram crianças. O Afeganistão continua a liderar a lista de nações mais afetadas. Lembro-me de pensar que o custo de uma mina antipessoal pode ser ínfimo, talvez uns 3 a 15 dólares, mas o custo humano e económico da sua remoção e das suas consequências é incomensurável. A Ucrânia é um exemplo dramático, onde a contaminação por minas está a atrasar a contraofensiva militar e a matar civis, com especialistas a estimar que levará décadas para resolver o problema. Há relatos de sapadores a morrerem diariamente no trabalho de desminagem. E não é só isso: as inundações causadas pelo rompimento da barragem de Nova Kakhovka arrastaram minas terrestres, criando um risco ainda maior de explosões em áreas que antes eram consideradas seguras. É um cenário que me faz questionar a verdadeira sustentabilidade da vida em muitas regiões.
Tabela: Impactos da Contaminação por Minas Terrestres
| Tipo de Impacto | Descrição | Exemplos de Consequências |
|---|---|---|
| Humano e Social | Mortes e mutilações de civis, traumas psicológicos, deslocamento populacional, limitação da liberdade de movimento. | Perda de membros, deficiências permanentes, medo constante, impedimento do retorno de refugiados, dificuldade de acesso a serviços essenciais. |
| Económico | Impedimento do uso de terras agrícolas, destruição de infraestruturas, altos custos de desminagem e assistência às vítimas, impacto no turismo e comércio. | Perda de sustento para famílias, empobrecimento de comunidades, atraso no desenvolvimento económico, investimento massivo em operações de desminagem. |
| Ambiental | Contaminação do solo e da água com resíduos explosivos, destruição de ecossistemas, riscos de explosões acidentais em áreas naturais. | Campos inutilizados, poluição de recursos hídricos, ameaça à biodiversidade, áreas naturais transformadas em zonas de perigo. |
A Força da Inovação na Luta Pela Esperança
Mesmo com todas estas notícias desanimadoras, a esperança renasce quando vejo o avanço da tecnologia e da inovação na luta contra as minas. É inspirador pensar que, enquanto uns criam armas, outros dedicam-se a criar soluções para as neutralizar e, com isso, devolver a segurança e a dignidade às pessoas. Lembro-me de ter lido sobre a introdução de maquinaria sofisticada, como robôs controlados remotamente, que percorrem os campos para certificar a ausência de engenhos explosivos. Acreditem, ver estas máquinas em ação, substituindo vidas humanas em tarefas tão perigosas, dá-me uma enorme sensação de alívio e otimismo. Não é uma solução mágica, claro, mas é um avanço significativo que me faz acreditar que a inteligência humana pode, de facto, ser usada para o bem maior.
Cães, Drones e Novos Horizontes
A tecnologia de desminagem evoluiu muito. Antigamente, pensávamos apenas em sapadores no terreno, numa tarefa árdua e perigosa. Hoje, os cães detectores de minas continuam a ser heróis silenciosos, mas agora temos também os drones, que conseguem mapear e inspecionar vastas áreas, identificando perigos sem colocar vidas humanas em risco. A inovação aeroespacial e a inteligência artificial estão a redefinir a segurança pós-conflito, e eu, sinceramente, fico fascinada com o potencial dessas ferramentas. Os testes na Ucrânia, por exemplo, mostram que a desminagem com estas novas tecnologias pode cortar os custos de forma considerável, o que é crucial, dado o elevado preço por hectare. Além disso, a automação na mineração, que usa drones e softwares avançados, está a trazer mais precisão e segurança, não só para a extração de minerais, mas também para a identificação e remoção de minas. É um campo em constante desenvolvimento, e é vital que continuemos a investir nele.
Cooperação Internacional: Uma Rede de Apoio Essencial

Não podemos esquecer que a tecnologia, por si só, não basta. A cooperação internacional é a espinha dorsal de qualquer esforço de desminagem bem-sucedido. Organizações como a Campanha Internacional para a Proibição de Minas (ICBL) e o Serviço de Ação Contra as Minas das Nações Unidas (UNMAS) têm desempenhado um papel crucial na mobilização de recursos, na partilha de conhecimento e na coordenação de esforços. Lembro-me de ter visto relatórios da ONU a apelarem para que os países redobrem os seus esforços para acabar com as minas antipessoais. Muitos países têm fornecido apoio técnico e financeiro, e o Brasil, por exemplo, tem tido um papel importante em operações de desminagem humanitária na América Central e do Sul. É uma demonstração de que, quando nos unimos por uma causa comum, somos capazes de alcançar resultados impressionantes. É um testemunho do poder da solidariedade e da responsabilidade partilhada.
Os Dilemas Geopolíticos e o Preço da Segurança
É inegável que a recente onda de países a ponderar a retirada do Tratado de Ottawa, como Polónia, Lituânia, Letónia, Estónia e Finlândia, revela um lado mais sombrio da geopolítica. Lembro-me de pensar que esta decisão, embora preocupante do ponto de vista humanitário, surge de uma realidade complexa: a perceção de uma ameaça crescente por parte da Rússia. Estes países, muitos deles com fronteiras partilhadas com a Rússia, sentem a necessidade de reforçar as suas defesas, e as minas antipessoais são vistas, por alguns estrategas, como uma ferramenta dissuasora eficaz em cenários de conflito. É um debate difícil, onde a segurança nacional é colocada em contraponto com os princípios do direito humanitário internacional. E, sinceramente, a gente fica a questionar: será que existem outras formas de garantir a segurança sem recorrer a armas que causam tanta devastação indiscriminada?
A Linha Ténue entre Defesa e Humanitarismo
A Polónia e os estados bálticos, ao justificarem a sua saída do tratado, afirmaram que continuam empenhados no direito humanitário internacional e na proteção de civis. No entanto, não explicaram como pretendem defender estes princípios ao recorrer a minas que afetam desproporcionalmente a população não-combatente. Isso levanta uma questão moral e ética profunda que me faz refletir. Será que a lógica da guerra justifica a utilização de meios que, inevitavelmente, atingirão os mais vulneráveis? O Tratado de Ottawa foi criado precisamente porque as minas não conseguem distinguir entre um soldado e uma criança. O dilema da auto-defesa em conflitos modernos é real, e percebo a pressão que estes países sentem, mas a reversão de décadas de progresso humanitário é um preço que me parece demasiado alto a pagar. É uma balança delicada entre a proteção das suas fronteiras e a manutenção de uma consciência coletiva que busca a dignidade humana acima de tudo.
O Precedente da Ucrânia: Um Cenário Complexo
O caso da Ucrânia é, para mim, o exemplo mais doloroso dessa encruzilhada geopolítica. Embora seja signatária do Tratado de Ottawa, a Ucrânia foi forçada a admitir que, devido ao conflito, não pode garantir o cumprimento do tratado. E, o que é ainda mais perturbador, recebeu minas terrestres dos Estados Unidos para usar contra a Rússia. Isso mostra o quão difícil é manter os compromissos humanitários quando um país está sob ataque. A ONU estima que a Ucrânia é atualmente o país mais minado do mundo, com um legado de munições não detonadas e minas terrestres que levará décadas a resolver. É uma situação que me faz sentir uma mistura de tristeza e frustração, porque mostra a fragilidade dos acordos internacionais quando a guerra irrompe com toda a sua brutalidade. Precisamos de encontrar formas de apoiar as nações em conflito sem comprometer os princípios que tanto nos custou a estabelecer.
O Nosso Papel: Sementes de Mudança para um Futuro Mais Seguro
Diante de um cenário tão complexo, muitos de nós podem sentir-se impotentes. Eu mesma, às vezes, sinto-me assim. Mas não podemos ceder ao desânimo! Acredito firmemente que cada um de nós tem um papel a desempenhar, por mais pequeno que pareça. A Campanha Internacional para a Eliminação de Minas (ICBL), que até já ganhou um Prémio Nobel da Paz, nasceu do esforço conjunto de mais de mil organizações não-governamentais em dezenas de países. Isso mostra o poder da sociedade civil, a força das pessoas comuns quando se unem por uma causa. Lembro-me de ter visto a Princesa Diana a discursar sobre a oposição às minas terrestres, um ato que, na minha opinião, deu uma visibilidade sem precedentes a esta causa humanitária. A nossa voz, a nossa indignação, o nosso apoio podem, sim, fazer a diferença, mesmo que demore tempo. A mudança começa em cada um de nós.
Consciencialização e Apoio: A Voz dos Cidadãos
O primeiro passo é sempre a informação e a consciencialização. Ler, partilhar posts como este, falar com amigos e familiares sobre o tema, tudo isso ajuda a manter a discussão viva e a pressionar os nossos líderes. Apoiar organizações que trabalham na desminagem e na assistência às vítimas é outra forma muito concreta de ajudar. Sejam doações, voluntariado, ou simplesmente divulgar o trabalho que fazem, cada gesto conta. Em Portugal, existem diversas organizações não-governamentais que atuam em áreas sociais e humanitárias, e muitas delas podem ser um canal para nos informarmos sobre como contribuir para causas globais. O Monitor de Minas Terrestres, por exemplo, publica relatórios anuais que nos mantêm atualizados sobre a implementação do Tratado de Ottawa e as áreas mais afetadas. É através do nosso empenho que podemos influenciar a política e garantir que a proteção civil não seja sacrificada em nome de interesses militares de curto prazo. Acredito que a pressão social e a voz dos cidadãos são ferramentas poderosíssimas para moldar um futuro mais justo.
A Importância da Diplomacia e da Pressão Social
É fundamental que os governos que ponderam abandonar o Tratado de Ottawa ou que ainda não o assinaram sejam confrontados com a pressão diplomática e social. O secretário-geral da ONU apelou a todos os estados para que “adiram aos tratados de desarmamento humanitário e suspendam imediatamente quaisquer medidas para sua retirada”. Isso inclui as grandes potências que ainda não são signatárias. A história mostra que, em temas com consequências humanitárias tão evidentes, os governos podem reagir positivamente à pressão da sociedade civil. Não podemos permitir que a facilidade e o baixo custo de fabrico de uma mina justifiquem a devastação que ela causa. A diplomacia e a pressão social são essenciais para lembrar aos líderes mundiais que, acima de tudo, a vida humana e a dignidade vêm em primeiro lugar. Precisamos de um compromisso renovado, de uma visão de longo prazo que priorize a segurança de todos, e não apenas de alguns. É um esforço contínuo, mas que vale a pena, para que as crianças de hoje possam, um dia, brincar em campos seguros e livres de minas.
글을 마치며
Meus amigos, chegamos ao fim de uma conversa que, para mim, é sempre carregada de emoção e reflexão profunda. Falar sobre minas terrestres e o futuro do Tratado de Ottawa é tocar numa ferida aberta da humanidade.
Confesso que, ao longo dos anos, ver o progresso na eliminação destas armas me encheu de esperança, mas a realidade dos conflitos atuais e a possibilidade de alguns países retrocederem neste compromisso humanitário têm-me deixado com um aperto no coração.
É um lembrete doloroso de que a paz e a segurança são conquistas frágeis, que exigem vigilância constante e um empenho coletivo inabalável. Mas não percamos a fé!
Acredito, do fundo do meu coração, que juntos podemos continuar a lutar por um mundo onde nenhuma criança, nenhum agricultor, nenhuma família precise viver sob o terror invisível destas armas.
Que esta nossa conversa sirva de semente para mais ação e consciência.
알아두면 쓸모 있는 정보
1. O Tratado de Ottawa, formalmente conhecido como Convenção sobre a Proibição de Minas Antipessoais, é um acordo internacional que visa eliminar o uso, armazenamento, produção e transferência dessas armas traiçoeiras em todo o mundo. É um pilar fundamental no direito humanitário internacional.
2. A esmagadora maioria das vítimas de minas terrestres são civis, e uma percentagem chocante são crianças. As minas continuam a causar mortes e mutilações muito depois do fim dos conflitos, transformando terras férteis em zonas de perigo constante.
3. Organizações como a Campanha Internacional para a Proibição de Minas (ICBL) e o Serviço de Ação Contra as Minas das Nações Unidas (UNMAS) desempenham um papel crucial na desminagem, na assistência às vítimas e na promoção da consciencialização global.
4. A tecnologia, como drones para mapeamento e robôs controlados remotamente, está a revolucionar a desminagem, tornando o processo mais seguro e eficiente. Até animais, como ratos especialmente treinados, contribuem para a detecção desses explosivos em países como a Tanzânia.
5. A ameaça geopolítica e a guerra na Ucrânia levaram alguns países a reavaliar a sua posição face ao Tratado de Ottawa, evidenciando a tensão constante entre as preocupações de segurança nacional e os princípios humanitários de proteção de civis.
중요 사항 정리
A nossa jornada por este tema tão delicado revelou a dimensão trágica das minas terrestres, que continuam a ceifar vidas e a destruir futuros, afetando desproporcionalmente civis inocentes, especialmente crianças.
Vimos como o Tratado de Ottawa, um farol de esperança e progresso humanitário, enfrenta hoje desafios sem precedentes, com a preocupante intenção de retirada de alguns países europeus, como Polónia e Finlândia, justificada por crescentes tensões geopolíticas com a Rússia.
Esta situação, infelizmente exacerbada pelo cenário devastador na Ucrânia, o país mais minado do mundo, sublinha a fragilidade dos acordos internacionais quando a realidade da guerra se impõe.
No entanto, a esperança reside na inovação tecnológica na desminagem e na força inabalável da cooperação internacional e da sociedade civil. O nosso papel, como cidadãos conscientes, é continuar a sensibilizar, apoiar e pressionar para que o compromisso com um mundo livre de minas seja renovado e que a dignidade humana prevaleça sobre qualquer estratégia militar.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: O que é exatamente o Tratado de Ottawa e por que ele é tão crucial para a segurança mundial?
R: Ah, o Tratado de Ottawa! Para mim, é um dos documentos mais importantes da nossa era, um verdadeiro farol de esperança humanitária. Assinado em 1997, este acordo internacional visa proibir o uso, armazenamento, produção e transferência de minas antipessoais.
Pensem bem, meus amigos: estas minas são armas que não distinguem um soldado de uma criança curiosa ou de um agricultor a cuidar da sua terra. Elas permanecem ativas por décadas após o fim de um conflito, transformando vastas áreas em campos minados mortais.
O Tratado de Ottawa foi criado para acabar com essa crueldade, forçando os países a destruir seus estoques e a limpar as terras contaminadas. Eu, que acompanho estas questões há anos, sinto que ele representa o nosso compromisso coletivo com a dignidade humana e a paz, permitindo que milhões de pessoas voltem a viver e trabalhar em segurança, sem o medo constante de um passo em falso.
É um esforço monumental para salvar vidas e reconstruir comunidades, e a sua importância é, para mim, inquestionável.
P: Se o Tratado de Ottawa é tão vital, por que alguns países estariam a considerar abandoná-lo, especialmente agora?
R: Essa é uma pergunta que me tem atormentado bastante ultimamente, confesso. É difícil de aceitar depois de tanto progresso. A verdade é que a situação geopolítica atual, com a intensificação de conflitos como o da Ucrânia, está a testar a resiliência deste compromisso global.
O uso massivo de minas antipessoais em conflitos recentes, tornando vastas áreas praticamente intransitáveis e incrivelmente perigosas, leva alguns países a reconsiderar a sua posição.
A lógica por trás dessa ponderação, embora dolorosa para quem defende a proibição, baseia-se muitas vezes na perceção de que as minas são uma ferramenta “eficaz” para defender fronteiras ou atrasar o avanço de um inimigo.
É uma justificação de segurança nacional, de autodefesa, que me parece ignorar o custo humano devastador. Entendo que as nações precisam proteger-se, mas ver o retrocesso em algo tão fundamentalmente humanitário me deixa com o coração apertado.
É um dilema complexo, mas não podemos perder de vista o impacto a longo prazo destas armas na vida de inocentes.
P: Quais são as consequências mais diretas e devastadoras do uso continuado e do possível abandono do Tratado de Ottawa para as populações civis?
R: As consequências, meus amigos, são de partir o coração e são a principal razão pela qual me preocupo tanto com este tema. O uso contínuo de minas antipessoais, e a eventual erosão do Tratado de Ottawa, significa mais sofrimento, mais mortes e mais mutilações para civis inocentes.
Pensem nas crianças que, brincando, podem encontrar um destes dispositivos mortais; nos agricultores que não conseguem cultivar as suas terras por medo, levando à fome e à pobreza; ou nas famílias que não podem regressar às suas casas e aldeias porque o caminho está minado.
A Ucrânia é um exemplo gritante: áreas rurais inteiras transformaram-se em armadilhas mortais, impedindo a reconstrução e o retorno à normalidade. Além da perda de vidas e dos ferimentos horríveis, há um impacto socioeconómico brutal: hospitais sobrecarregados, recursos desviados para cuidados e reabilitação, e a terra que não pode ser usada para sustento.
Para mim, a pior consequência é a perpetuação de um ciclo de medo e insegurança que dura muito além do fim dos combitos. É uma herança cruel que não podemos permitir que se agrave.






